quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

.... TEMPO PERDIDO.


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Eu quis tanto você.
Quis tanto demonstrar o que eu sentia.
Eu queria ser uma pessoa melhor pra te impressionar.
Queria ser sua vida.
Eu queria estar bonita para quando você me visse passar por aí.
Queria escrever os melhores textos.
Quis tanto sua companhia.
Desejei tanto nossos encontros.
Eu quis receber seus telefonemas.
Quis tanto merecer seu amor.
Quis que me achasse especial.
Quis ser diferente em sua vida.
Eu quis te amar de verdade.
Quis doar meu tempo que as vezes é tão pouco.
Quis te esperar chegar.
Quis te esperar partir.
Quis te presentear. Te beijar. Te vestir.
Eu quis que você fosse o último.
Quis que fosse o único.
Quis apagar o que veio antes.
Quis te fazer ser o futuro.
Quis tantas coisas pensando em você.
Quis fazer tantos planos pra nós.
Como eu te quis.
Só eu sei o quanto.
E o tempo que tudo isso me custou.
Mas você nunca reparou no que estava aqui.
Nunca soube apreciar tudo isso.
Sempre elogiou sorrindo educadamente.
Mas nunca fui o suficiente para você.
Hoje te vi sem querer na rua e percebi.
Você nunca me quis porque eu sou mulher demais para você.
Contente-se com seus relacionamentos superficiais.
Um homem para mim tem que ser muito mais do que você é.

domingo, 5 de dezembro de 2010

.... N-Ã-O.

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Decidi dizer não.
Tudo bem pode até ter levado muito tempo. Um ano inteirinho.
Mas decidi. Decidi dizer um não, mas um não bem gostoso.
Um não com a boca bem boa, bem cheia, bem firme.
Um não que eu deveria ter dito para muitas coisas e para muitas pessoas durante todo esse ano.
Mas não decidi isso do nada. Não acordei e tive um estralo.
Decidi dizer não depois de muito tempo não estar feliz dizendo sim.
Falando sim e sorrindo um sorriso falso.
Um sorriso que nunca combinou comigo.
Decidi tirar muitas coisas e pessoas da minha vida. E vou tirar.
Educadamente vou convidá-las até a porta de entrada e vou dizer um não, seguido de um tchau.
Vão ser felizes. Mas bem longe daqui.
Decidi que daqui para frente todo não será bem vindo.
Todo não que no meu íntimo quer dizer um sim a minha vida.
Dizer não para tudo aquilo que não preenche. Que não me anima. Que não me soma.
Dizer não para conselhos ruins. Para pessoas que não merecem minha gentileza. Para tudo que no fim entulha minha passagem.
Vou dizer:
NÃO.
Entendeu?
De hoje em diante vou dizer muitos NÃO.
Sem culpa, sem arrependimento, sem finjimento.
De repente não é só mais a alma cansada. Agora é o corpo também.
O fardo de algumas pessoas pesam sobre meus ombros.
As atitudes de algumas pessoas sugam minha energia.
Deus me mostrou a maior lição que eu já deveria ter aprendido:
Não dar valor demasiadamente a quem ou a quê não faz o mesmo por mim.
Tadinho de Deus, passou o ano inteirinho batendo aqui na porta de casa, ainda bem que se Ele não mora por aqui, pelo menos é vizinho.
Porque Ele sempre vinha sempre preocupado até meu quarto e dizia baixinho:
Minha filha, está vendo? Não adianta fazer nó virar laço.
Deixa isso pra lá e venha pra cá.
E eu sempre achava que as coisas poderiam mudar.
Mas não mudaram. E nem vão. E por isso hoje eu estou aqui dizendo um tchau.
Muito tarde por sinal..
Mesmo sendo clichê faz sentido: antes tarde do que nunca.
E quer saber? De todos os aprendizados desse ano: esse foi o melhor.
Aprender a dizer: N-Ã-O.
Tão simples não é? 
Ai ai: NÃOOOOO rs.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

... ESTIVE PENSANDO.


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Veja, não sei se você já sentiu isso.
Mas tenho pensado muito nesse fato nos últimos dias.
Acho que perdi o grande amor da minha vida.
A outra metade. Meu outro lado.
Acho que ele não chega mais. Já esteve por aqui. E quando dei por mim era tarde demais.
O que pode ainda vir é o carinho, o afeto, a amizade, a paixão.
Mas o amor. Esse já passou.
Passou, quis ficar, mas eu ainda não sabia que ele era ele.
Dei de ombros e num instante ele bateu asas.
Triste não é?
Ver o amor da vida da gente brilhando em outro céu.
Ver que as prosas não são tão entendidas como era antes.
O amor que por aqui esteve me deixou um bilhete que estava escrito:
'Há anos rodei por perto, esperando o momento certo, e quando decidiu se apresentar, você achou que era um vento.'
Confesso. Eu achei.
E se me fosse dado uma nova chance.
Se me fosse dado outra noite.
Se me fosse concedido uma dança.
Eu dançaria de novo.
Rodopiava por esse salão.
Ah... o amor.
Queria tanto que você voltasse.
Mas agora ele se foi. E se foi já faz tanto tempo.
Já pousou em outro campo.
Já nem lembra mais do meu aconchego.