domingo, 13 de fevereiro de 2011

DESCOBERTA.

(..) o que que agente não faz por amor? (..)
Bem que se quis - Marisa Monte


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Particularmente, essa é uma música que não me canso de ouvir.
E cada vez que a escuto, encontro uma interpretação diferente para cada frase.
Em especial hoje, esse trecho me fez pensar o quanto não ando mais corajosa.
Onde deixei aquele saco de coragem que eu tinha, que me permitia fazer certas loucuras por amor???
Tenho andado com os dois pés fincados no chão e a cabeça enterrada, como um avestruz.
Não faço mais questão de bancar essas loucuras.
E muito menos vontade fazê-las.
Nem de bater na porta de ninguém, nem de ir ao encontro do desconhecido, nem de dar murro em ponta de faca.
Nada disso.
Mas a pergunta é "O que que a gente não faz por amor???"
Acho que ainda posso fazer muito.
Mas todas essas loucuras me transformaram e me prepararam para o que ainda vem.
E certamente o que ainda vem não necessita de nada disso.
Nem de noites mal dormidas.
Nem de ansiedade.
Nem de medo.
O amor não tem nada a ver com o medo.
E só agora aprendi isso.
Quem sente medo, e o medo que eu senti antes por todas essas loucuras quer dizer que não eram verdadeiras.
E não foram, porque todas elas teve prazo de validade para se encerrar.
Umas mais tardes, outras mais cedo.
Mas acabaram.
Todas essas loucuras associadas ao medo que sentia não me permitiram fincar raízes.
Foram construídas sem colunas, sustentadas com ilusões.
O que busco e espero hoje, é diferente.
O amor tem que começar da sementinha.
Plantar no saquinho e quando a gente achar que a muda vai "pegar" passar pro vasinho.
Do vasinho para um vaso maior, do vaso maior, para terra e assim continuar até dar frutos.
Pensar que o amor nasce dessas loucuras todas foi de uma certa ingenuidade da minha parte.
Mas o tempo gasto com elas talvez não tenha sido em vão.
Cada um construiu um pedacinho de uma ponte.
A ponte que levará com certeza onde eu possa responder melhor a essa pergunta: " o que que a gente não faz por amor".
Daqui um tempo vou saber que farei muito mais do que suponho.
Mas sabendo que compartilhar tempo e espaço tem tudo a ver com amor.
Incondicionalmente.


Beijocasss!



domingo, 6 de fevereiro de 2011

... DO QUE EU QUERO

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Necessário: Aquilo que não se pode dispensar.
Então é isso que quero ser.
Necessária.
Tão necessária a vida do próximo quanto a minha própria vida.
Entenda que essa necessariedade não tem nada a ver com orgulho, prepotencia ou ser insubstituível.
Quero ser necessária ao que o próximo busca incansavelmente e muitas vezes não encontra.
Se me pedires amizade, que eu possa saber doar o meu tempo.
Se me pedires afeto, que eu aprenda a te amar.
Se me pedires atenção, que eu possa saber te escutar.
Se me pedires um abraço, que meu colo seja acolhedor.
E assim, mesmo que muitas vezes distante, ajudar.
Nem que seja só por pensamento.
E aqui o pensamento é feito de muitas orações.
Mesmo que muitas pessoas não fiquem durante toda caminhada...
Quero ser lembrada por ser aquela que abriu um sorriso e se possível, estendeu os braços.
Especial todos nós de alguma maneira somos.
Mas necessários são poucos.
Quero chegar lá na frente, fechar os olhos e sentir que fui necessária.
Que não passei a vida em branco somente pensando em como fazer o mundo girar em volta do meu umbigo.
Quero lembrar que a minha escolha foi feita de eu girar em umbigos alheios.
E dessa forma, viver muito mais. E melhor.
Quero ser um instrumento.
Um instrumento que Deus escolhe e então usa.
Usa para ajudar quem precisa.
Que eu aprenda a escrever.
Escrever palavras e coisas que possam auxiliar.
E se possível, e se não for pedir muito, que essas palavras possam servir de carinho.
Um carinho que às vezes acordamos precisando somente de um afago.
Se posso escolher o quero da vida.
Então quero somente isso.
Ser necessária.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

E AGORA???



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Eu queria saber o que você está pensando agora.
Se esse final de tarde te faz feliz ou triste.
Será que se eu te convidar para o paraíso você vai?
Olha só, eu não sei o caminho, mas a gente descobre junto.
Eu tenho uma certa urgência.
Tenho urgência em ser feliz constantemente.
Quer dividir essa urgência comigo?
Vem, faz dos teus dias meus também.
Vontade aqui tem aos montes.
Escolhe uma e leva pra você, que se não pensar em mim, vai pelo menos lembrar quem te deu.
Tenho também uma certa saudade.
Mas não sei bem do quê.
Deve ser saudade do que vem por ai.
Essa brisa que bate na porta eu já conheço.
Vem doce e suave e quando vai embora já virou ventania.
Mas se ela quer bater aqui na porta.
Que entre.
Seja bem vinda.
Porque o que eu já sei e o resto do mundo também é que meu verbo preferido é começar.
Sobre o paraíso anseio por sua resposta.
Coloco as mãos no rosto feito menina que não sabe se a resposta vai ser boa ou ruim.
Mas que a sensação de esperá-la faz a gente sentir uma porção de borboleta voando no estômago.
Diz que se brincar com fogo a gente acaba se queimando.
Mas e o que acontece quando já se queimou uma vez?
Será que queima de novo?
E agora??? Ah quer saber. Deixa estar. O que for pra ser, será.