terça-feira, 3 de janeiro de 2012

LÁ VEM EU


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Lá vem eu.
Com mais uma promessa que vou escrever mais e falar menos.
Lá vem eu.
Tentando corrigir minha postura e tudo que coloco no prato.
Lá vem eu.
Resistindo ao chocolate saltando da vitrine aos meus olhos, quase gritando meu nome e dizendo que me quer.
Lá vem eu.
Parando de roer as unhas e olhando de cinco em cinco minutos sonhando que já cresceram.
Sinceramente já nem ponho muita fé nessas coisas.
Nessas promessas quase que inutéis pra mim mesma.
Não que eu seja descrente que tudo é possível mudar.
Nada disso.
Sou descrente dessa coisa que pra viver melhor tem que fazer tudo certinho.
Tem que ser exemplo.
Tem que estar com o cabelo sempre arrumado.
Pois eu não sou assim.
Quero continuar aqui.
Acordando todos os dias assustada com a imagem que o espelho reflete.
Que o cabelo nunca fica do jeito que eu desejo.
Quero continuar a usar minha velha e boa blusa de moleton.
E sabe do que mais?
Não há nada melhor e mais simples do que isso: se aceitar do que jeito que é.
Eu bem sei que tenho um zilhão de defeitos.
Que falo mais que minha boca pode suportar.
Que sou dotada de grandes oscilações de humor ao longo do dia.
E que sou chata nas minhas coisas.
Enjuada em muitas outras.
Crítica e debochada.
Mas que no fundo.
Bem lá onde quase não vejo, sou feliz.
Sou satistefeita e grata pela vida que tenho.
E tenho o privilegio de dizer o que poucos podem:
Pra 2012 só quero continuar a ser feliz!!!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

O AMOR VEIO.


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Ouvimos dizer or aí que o amor sempre chega.
O que mais me perguntava era aonde ele chegaria.
Faria um esforço e iria buscá-lo.
Mas não era esse tipo de dedicação, nem de espera.
Ele viria sozinho, por conta própria, arcando com todos os custos.
Bateria na porta da minha vida e entraria.
Sem pedir licença e sem horário.
E pra minha descrença, foi desse jeitinho que tudo aconteceu.
Chegou numa terça-feira nublada.
Sem graça e sem sal.
Chegou numa rodopiada da dança.
Em uma risada trocada.
Naquela piadinha boba.
O amor chegou sorrateiro sem fazer barulho, mas me deixava dormir.
Me deixava sonhar, me permitir.
O amor veio em forma de cuidados, de paz, de muito aconchego.
Veio devagarzinho mostrando que era possível ser feliz de outra forma.
De um jeito que jamais poderia sonhar.
O amor tem nome e sobrenome, e pensa em mim o dia todo.
O amor só falta esticar o tapete vermelho pra eu passar.
Só falta ir buscar as nuvens no céu pra eu brincar.
E contar às gotinhas que tem no mar.
Porque no resto o amor de tudo faz.
Faz mais que pode, mais que é possível, e às vezes até o que penso ser impossível.
Sei lá se sou merecedora disso tudo.
Se estava preparada pra ser amada dessa forma.
Sei lá se um dia vou acordar no meu quarto e perceber que não passava de sonho.
Mas quer saber?
Quer saber o tanto que amo esse Amor?
É o tanto que me fez mudar. O tanto que me já fez crescer.
O tanto que me não me faz mais pensar em “eu”.
Esse amor que chegou hoje só me fazer pensar em “nós”.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

OS VINTES E CINCO...

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E se Deus a um tempo atrás tivesse sentado do meu lado e me contasse tudo que iria acontecer, certamente eu poderia até duvidar de Deus.
Capaz que uma moça do interior tão pouco corajosa mudasse tanto.
Que iria deixar tantas pessias, histórias e certezas para ir rumo ao desconhecido.
Jamais eu sozinha teria a audácia de sonhar com tudo isso.
Se há um ano atrás eu pudesse saber tudo que me aconteceria eu não teria saído de lá.
Não teria sequer coragem de colocar a ponta do nariz pra fora da porta.
Mas cá pra nós. Uma confissãozinha...
Vim sem coragem.
Vim no susto!!!
Quando dei por mim já estava completando minha primeira semana.
Um mês... Outro mês, e a vida mudando.
Cada dia um novo dia. Uma nova oportunidade.
Cada dia uma saudade diferente. Uma falta. Um aprendizado.
Desde outubro de 2010 a outubro de 2011 tanta coisa passou.
Tantas outras vieram.
Tantas outras finjo não ver.
Mudar é um processo lento.
Um processo caro, doloroso e quase invisível.
A gente não acorda de um dia pro outro e diz que mudou.
A gente só percebe que as coisas estão diferentes quando você mesmo se olha no espelho e se pergunta:
-Ei quem é você????
E aí eu nem tenho mais a resposta.
Só sei que o sotaque continua carregado.
Que água ainda tem que ser do filtro de barro.
Que saudade de casa divide a vontade de conquistar o mundo.
Que os amigos de verdade permanecem.
Que os novos a gente conhece um pouquinho a mais cada dia.
Que o amor chega.
E que a paciência....
Bom a paciência é a virtude mais bonita que um ser humano pode ter.
Que eu nunca tinha experimentado isso.
Esperar um pouquinho mais pra ter alguma coisa melhor.
E que Fé.. ou se tem, ou não tem...
E que quem não tem, tá lascado!!!
Eu jamais vou esquecer de onde vim, de onde sou, quem eu tenho.
Jamais deixarei de lado as lembranças bonitas dos últimos 25 anos.
Mas também sei que a vida está só pulsando.
E que a cada batida ela me convida ainda mais pra perder o folego.
Então que seja assim.
Que seja tudo no mínimo:
Encantador..................